Revista Educação e Linguagens, Vol. 9, No 16 (2020)

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PRÁTICAS EPILINGUÍSTICAS AXIOLÓGICAS NA REESCRITA: CARACTERIZAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA

Adriana Delmira Mendes Polato, Adriana Beloti, Renilson José Menegassi

Resumo


O trabalho prospecta a caracterização teórico-metodológica do que propomos como práticas epilinguísticas axiológicas, o que se apresenta como expansão das propostas de práticas epilinguísticas feitas por Franchi e Geraldi. Conclama-se, por esta razão, a mobilização dos conceitos axiológicos da entoação, do juízo de valor e do extraverbal da enunciação nos processos de revisão e reeescrita. No plano metodológico, analisa-se o processo que envolve o diálogo entre um dos pesquisadores e uma aluna do 4º ano do Ensino Fundamental I, depois de seu texto ter passado por revisão e reescrita voltada a critérios de ordem cognitiva e não dialógica. Os resultados preliminares demonstram que: a) as práticas epilinguísticas axiológicas, em forma de blocos de questionamentos dialógicos, modificam o caráter da revisão e da reescrita, por convocar a manifestação da consciência sociodeológica do sujeito autor de textos a respeito das condutas socioideológicas representadas no texto; b) permite emergir a vida social e o discurso próprio no enunciado, o que a se concretiza no estilo verbal de linguagem empregado, que se torna mais livre, fluído e expressivo, com escolhas vocabulares e sintáticas valoradas e direcionadas ao todo do acabamento valorativo do enunciado como atuação discursiva, no que se espera com o trabalho balizado pelo dialogismo.


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