Revista de Geografia, Meio Ambiente e Ensino, Vol. 11, No 2 (2020)

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GOVERNANÇA TERRITORIAL E PODER: UM ESTUDO DE CASO DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE CERÂMICA ARTÍSTICA DE PORTO FERREIRA, SÃO PAULO, BRASIL

Tiago Roberto ALves Teixeira

Resumo


Atualmente diversas modalidades de governança territorial têm emergido no Brasil. Como exemplo, cita-se o desenvolvimento de formas de governança territorial nos arranjos produtivos locais. Tais estruturas de regulação e coordenação são marcadas pela mobilização de diferentes agentes locais, os quais, cooperando uns com os outros, buscam em conjunto criar estratégias que visem a solução de problemas compartilhados e consequentemente o desenvolvimento econômico local. Assim sendo, o presente artigo argumenta que a governança territorial do arranjo produtivo local de cerâmica artística do município de Porto Ferreira pode ser vista como um instrumento de poder, em que agentes criam ações conjuntas para se tornarem mais competitivos. No caso do arranjo produtivo local de Porto Ferreira, a governança territorial é composta principalmente por sindicatos (SINDICER, SINDVICO), pela secretaria de desenvolvimento econômico do município, por alguns empresários, universidades e organizações sem fins lucrativos (SEBRAE, SENAI, ETEC). Esses agentes têm se mobilizado criando ações que beneficiam as empresas ceramistas locais, tais ações são vistas principalmente na demanda por incentivos fiscais, financiamentos, investimentos em laboratórios e parcerias com universidades.

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